O curso pretende emergir algumas questões levantadas a partir do cruzamento entre questões ligadas ao sistema prisional, classe, raça, gênero e sexualidade. Levantar discussões antropológicas e sociais a respeito da interseccionalidade de mais marcadores sociais da diferença. Refletir sobre os impactos nas existências individuais e coletivas de mulheres encarceradas, sobretudo negras e levantar a questão da possível distinção de intensidade de punição direcionadas a esses corpos. Buscamos, por fim, problematizar as possíveis distinções desses corpos no ambiente de aprisionamento, suas diferenças tanto no campo prático, como em relação a suas existências subjetivas, refletindo sobre suas representações, bem como os fatores que compõe os mecanismos punitivos direcionados as mesmas. A influência de seus marcadores sociais e culturais da diferença, assim como o quanto tais subjetividades informam essas existências políticas e suas narrativas desde o ambiente prisional.